Viagem pela Estrada Real

Na Estrada Real...
Centro Histórico...
Cachoeira, conversa sobre Quilombo de Cambury, aprendendo o processo de produção de farinha de mandioca e finalizando com um passeio no barco...

Entre os dias 17 e 19 de outubro, os alunos do 8º ano fizeram uma viagem à Paraty, cidade da Costa Verde, situada na parte baixa da Serra da Bocaina, com grande importância histórica, cultural e natural para o país.

Eles puderam visitar a Estrada Real,  caminho oficial de transporte do ouro das cidades de Minas Gerais até o porto de Paraty no século XVIII, onde o ouro era levado para a metrópole portuguesa; o centro histórico da cidade, suas construções e calçamento; o Quilombo Cambury, onde se pôde conhecer a comunidade remanescente quilombola e seus desafios atuais; e um passeio de escuna pelo litoral para conhecer as espécies marinhas e os problemas enfrentados pelos atuais pescadores com a pesca industrial.

Aliada ao conhecimento, a diversão também esteve presente. Os alunos participaram de um luau, fizeram trilha, mergulharam na cachoeira e na praia com a maior coragem e disposição.

Seguem trechos dos relatórios produzidos por eles, contando como foi a experiência.

Ms. Daflon 

“Em sua área encontram-se o Parque Nacional da Serra da Bocaina, a Área de Proteção Ambiental do Cairuçu, onde está a Vila da Trindade, a Reserva da Joatinga, e ainda, faz limite com o Parque Estadual da Serra do Mar. Ou seja, a cidade é rica em Mata Atlântica além de ser um pólo de turismo nacional e internacional. Após nossa viagem divertida e pedagógica nós conseguimos conhecer diversos pontos turísticos de Paraty.”

- Gabriel Prado - 8B

“O Centro Histórico possui um calçamento chamado “ Pé de moleque”, e ele foi construído pelos escravos. Ele tem uma forma de “v” pois é uma técnica usada para que a rua não encha de água, e as casa e igrejas de Paraty, tem um degrau maior do que a calçada para que não inundem. Ela tem uma forte influência religiosa, mais especificamente católica, pois foi trazida de Portugal. No Centro Histórico, tem quatro igrejas principais, e elas eram usados para camadas específicas da população.” - Cecília Gimena e Julia Rocha, 8B

“No centro comercial de Paraty, tem três principais igrejas: Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora dos Remédios e Santa Rita. Quem frequentava a Igreja de Nossa Senhora do Rosário eram os escravos, a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios era frequentada pelos ricos aristocratas, e a Igreja de Santa Rita podia ser frequentada por qualquer um, mas mais frequentava eram os pardos livres e negros libertos. Na igreja de Santa Rita havia uma roda chamada de Roda dos Enjeitados, onde bebês bastardos eram colocados.”

- Paula Itzaina e Beatriz Costa, 8A

“Um quilombo era uma comunidade de escravos negros que fugiam das fazendas e criavam centros de resistência para escaparem do trabalho forçado no Brasil. Esse quilombo foi liderado por uma escrava negra chamada de Josefa, que até hoje tem uma toca que foi batizada com seu nome como, a toca de Josefa. De pouco em pouco, a comunidade foi perdendo um pouco de suas tradições. Com a chegada da BR 101, várias mudanças ocorreram. Antes, eles eram isolados, não tinha um acesso fácil até o quilombo, porém agora com a estrada, vários turistas estão sendo atraídos para visitar o local. A parte ruim disso é que os quilombolas não se sentem mais totalmente seguros, pois agora pessoas de fora da comunidade andam por lá. Conseguimos perceber que a comunidade está bem mais urbanizada.

Com a bióloga, Natália, descobrimos várias espécies marinhas como estrela do mar, picles marinho, ouriço marinho, diferentes tipos de algas, pedras, esponja, etc. Ela nos explicou que cada animal tem sua própria função na natureza, como a esponja que filtra a água do mar. Nos explicaram também sobre o coral sol e o nativo. O coral sol vinha dentro dos navios estrangeiros que carregava água na parte inferior para estabilizar o movimento. Todos tipo de algas e espécies marinhas que vinham de dentro do navio, eram despejadas no mar, e o coral sol invadia o território, e matava o coral nativo”. - Bruna Neves e Sophia Auton, 8B